Junho. 21. 2023

O uso de software de código aberto: LibreNMS

LibreNMS é uma ferramenta de monitoramento de rede que surgiu do Observium, uma ferramenta paga bastante popular no mercado de serviços. O custo, no entanto, não é a razão mais relevante pela qual a EdgeUno utiliza o LibreNMS.

A diferença fundamental é que o último é um software livre (como o próprio nome indica) e adere às quatro liberdades que definem esse tipo de software: liberdade de usar, alterar e distribuir versões sem modificações ou com modificações. Isso significa que podemos ter controle completo da ferramenta.

Por que isso é tão importante no caso de uma ferramenta de monitoramento, como o LibreNMS, utilizada por uma empresa como a EdgeUno?

Na EdgeUno usamos o LibreNMS para ler e organizar as portas dos dispositivos de rede. Ele automaticamente rotula e agrupa portas por cliente, peering e trânsito.

Portanto, esta é uma ferramenta que coleta, agrupa e gerencia dados por meio de um módulo que permite adicionar portas de diferentes roteadores e em diferentes localidades para gerar faturamento, algo que outras ferramentas não permitem.

Se a EdgeUno utilizasse uma ferramenta proprietária, com suporte ou com qualquer modelo em que terceiros fecham e controlam o código-fonte, não poderia garantir a segurança dos dados coletados para gerar faturamento; muito menos a privacidade e o anonimato do tráfego de seus clientes.

Isso ocorre porque, embora a EdgeUno tenha controle físico de seus servidores, o software proprietário torna a infraestrutura vulnerável, considerando que programas que incluem manutenção tendem a incluir backdoors com acesso a fragmentos específicos do código-fonte reservados para desenvolvedores.

Por outro lado, deve-se notar que as ferramentas livres não são projetadas para resolver requisitos específicos que uma empresa possa ter. Uma ferramenta livre não oferece uma solução abrangente. É inegável que existem problemas que ferramentas proprietárias já podem ter resolvido.

Por exemplo, no LibreNMS, uma instalação com pollers distribuídos não pode ser realizada em redes como a nossa, uma vez que os nós devem ter latências inferiores a 5 ms, o que impossibilita ter um nó remoto em outra localização geográfica.

No entanto, como indicamos anteriormente ao falar sobre Proxmox, a dificuldade se torna uma oportunidade para a criação e o fortalecimento técnico das equipes dentro da lógica desse tipo de software. Assim, resolvemos este caso instalando nós autônomos em cada localidade e utilizando a API da ferramenta para gerar integrações precisas.